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!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> Nova Mensagem: Junho 2006

Nova Mensagem

Fábio V. Barreto

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quarta-feira, junho 28, 2006

Falou e Fez!

Falou e fez! Reinaldo Azevedo, quando do fechamento da revista Primeira Leitura, disse aos seus leitores que embreve iniciaria um blog. Dito e feito! Deliciemos-nos então, com as observações de um dos melhores jornalistas brasileiros.
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terça-feira, junho 27, 2006

"Não há amor à vida sem desespero de viver"

Albert Camus, escritor francês.
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sábado, junho 24, 2006

Para Ler e Pensar 62

Muito além do gramado

Anselmo Heidrich fala sobre nacionalismo e escolhas individuais.

Mal asunto

Juan José Millás comenta a demagógica idéia chavista de "ditadura de Hollywood" sobre o cinema.

Pobreza e grossura

Olavo de Carvalho fala sobre ajudar os pobres.
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sexta-feira, junho 23, 2006

"Feminists are those who cannot stand female characteristics"

GK Chesterton, escritor inglês.
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terça-feira, junho 20, 2006

Para Ler e Pensar 61

Curtindo um masoquismo

A juíza Marli Nogueira relata seu caso masoquista com a demência esquerdista brasileira.

Dormindo profundamente

Olavo de Carvalho fala da dormência dos brasileiros ante o esquerdismo e prevê o fim do Brasil.

Cavacos do ofício

Como ser um bom jornalista. Por Janer Cristaldo.
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Fim da Primeira Leitura

Pois é, meus caros, essa é a verdade. O site e revista Primeira Leitura chega ao fim. Apesar de nunca ter sido um leitor devoto da PRILEI (como era chamada por alguns de seus fãs), lamento bastante o fato. Era um dos melhores veículos jornalísticos do país, deste país que vai de mal à pior e, pelo visto, bem pior. Lamento muito mesmo. Mas desconfio que não será por muito tempo. Pelo próprio teor do texto, posso apostar que logo voltará à ativa, ainda que com outro formato e outro nome. Aguardemos, então.
*Obrigado pela notícia, Jorge!
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segunda-feira, junho 19, 2006

Raymond Aron sobre o Marxismo

"Uma doutrina que apresente uma qualidade não única, mas raramente alcançada nesse grau: poder ser fielmente explicada em cinco minutos, cinco horas,cinco anos ou em meio século. Ela se presta,de fato, à simplificaçao do resumo em meia hora, e isso permite eventualmente aquele que nada conhece da história do marxismo ouvir com ironia quem dedicou a vida a estudá-lo, porque já sabe de antemao o que é preciso saber. Permite também, àqueles que gostam de pesquisa, que dediquem sua vida à tentativa de saber o que Marx quis dizer e cheguem á uma conclusao de semi-ignorância. Creio nao haver doutrina tao grandiosa no equívoco, tao equivocada em sua grandeza. Foi por isso que a ela dediquei tantas horas..." (Grifo meu).
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domingo, junho 18, 2006

Missão Impossível III censurado na China

"De acordo com o governo chinês, a produção mostra somente uma Xangai repleta de violência e pobreza, o que poderia ser péssima publicidade à antiga capital chinesa. "
E o que tem de gente que diz por aí que a China nao é mais a mesma...
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Para Ler e Pensar 60

O Intelectual Clássico

Delance mostra as diferenças entre intelectuais clássicos e modernos.

A Verborragia dos Intelectuais

Rodrigo Constantino denuncia a desonestidade intelectual brasileira.

LEITURA HEDONISTA

Álvaro Velloso de Carvalho contra a leitura como um fim em si.
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Fortaleza, enfim!!!



Finalmente, retornei à Fortaleza, capital do Ceará, minha cidade natal. Depois de dissabores enormes na volta, dos quais falarei depois, quando tenha vontade, aqui a Terra do Sol me tem de regresso.

Nesses dias, abandonei o blog devido a problemas técnicos no computador. Mas, logo logo,volto à carga!!!

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terça-feira, junho 06, 2006

Daqui a três dias, volto à Fortaleza, minha cidade natal, onde devo passar quase três meses. Espero estar de volta à Europa no final de Agosto ou início de Setembro. Enquanto isso, provas, estudos, malas por arrumar, compras, documentos para regularizar, etc. Estou vivendo dias de cao, típicos daqueles que precedem às grandes mudanças. Senti coisa semelhante, pela última vez em Agosto do ano passado, às vésperas de vir aqui. No mais, que Deus me ajude!
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domingo, junho 04, 2006

RECORDANDO 2005 (Parte 3)

"OS 18 DO MENSALÃO - Em relatório parcial conjunto apresentado dia 1º, as CPIs dos Correios e do Mensalão sustentam que houve mensalão pago pelo PT com recursos do valerioduto. As comissões pedem a abertura de processo de cassação contra 18 parlamentares envolvidos, sendo sete do PT. O deputado José Dirceu (PT-SP), acusado de ter comandado o esquema, é o principal nome da lista. Envolvido nas denúncias, o deputado Valdemar da Costa Neto (PL-SP) foi o primeiro a renunciar e Roberto Jefferson o primeiro a ser cassado. Bispo Rodrigues (PL-RJ) e Paulo Rocha (PT-PA) seguiram o exemplo de Valdemar e optaram por renunciaram, por temerem a cassação e a perda dos direitos políticos por oito anos. Chefe do mensalão, José Dirceu foi cassado. Por enquanto, o deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) foi o único a escapar da cassação. Os demais aguardam o término de seus processos.

UM FANTASMA ASSOMBRA O PLANALTO - O depoimento de João Francisco Daniel, irmão do prefeito assassinado de Santo André Celso Daniel, à CPI dos Bingos envolve de uma só vez o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e o deputado José Dirceu (PT-SP) no esquema de corrupção da prefeitura. Segundo o médico, Carvalho confessou que levava dinheiro de propina para São Paulo e entregava nas mãos do então presidente do PT. A denúncia dá respaldo a versão de que os petistas teriam orientado depoimentos e dificultado as investigações do assassinato. Tudo para encobrir o esquema de caixa dois na prefeitura.

MENSALINHO DERRUBA SEVERINO - Depois de muito espernear, o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), aliado do presidente Lula, renuncia no dia 21 ao mandato parlamentar abatido pela denúncia de que cobrou propina para prorrogar o funcionamento de um restaurante da Câmara. Um cheque de R$ 7,5 mil, que tinha no verso a assinatura da secretária de Severino, comprovou o chamado mensalinho pago pelo empresário Sebastião Buani, dono do restaurante.

ELEIÇÃO DO MENSALÃO - Após a queda de Severino, o Planalto joga pesado para fazer do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) o novo presidente da Câmara. Diante da mão pesada do governo, ficou difícil para o candidato da oposição, deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL). Em uma eleição que ficou marcada pelo estigma do mensalão, houve promessa de ministérios e liberação de R$ 1 bilhão para a pasta dos Transportes, então comandada por Alfredo Nascimento do PL, e de R$ 500 milhões em verbas para atender emendas da base aliada. Além disso, cinco ministros atuaram no Congresso para convencer parlamentares a votar no candidato governista. Teria havido ainda um acordo para livrar os deputados mensaleiros da cassação. Aldo venceu por uma diferença de 15 votos, quase o mesmo número de mensaleiros à beira da cassação. "

Ufa, terminei!

Esses fatos precisam estar bem frescos na memória dos brasileiros, até o dia das eleiçoes. O inimigo é forte, nao podemos descuidar-nos jamais!
Antipetistas de todo o Brasil, uni-vos!
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RECORDANDO 2005 (Parte 2)

"MENSALÃO - Acuado com as denúncias dos esquemas de corrupção nos Correios, o então deputado Roberto Jefferson denuncia o esquema do mensalão em entrevista à Folha de São Paulo, em um duro golpe no governo Lula e no Partido dos Trabalhadores, legenda que até então se dizia dona do monopólio da ética e da moral. Segundo Jefferson, o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pagava mesada de R$ 30 mil a congressistas do PL e do PP. Mas a palavra "mensalão" não era novidade para muitos parlamentares: em setembro de 2004, Miro Teixeira, ex-ministro das Comunicações, teria denunciado o pagamento de mesadas em entrevista ao Jornal do Brasil, mas depois negou as declarações. O líder do PSDB na Câmara, deputado Alberto Goldman (SP), previu ligação entre os esquemas de corrupção nos Correios e o de compra de votos. "A origem dos recursos para o pagamento de mesadas podem ser oriundos de órgãos públicos", explicou. Essa tese acabou sendo comprovada meses mais tarde pela CPI dos Correios.
DIRCEU, O CHEFE DO MENSALÃO - O Congresso parou no dia 14 para ouvir o depoimento do deputado Roberto Jefferson (RJ) ao Conselho de Ética. Durante mais de seis horas, o petebista confirmou as denúncias do mensalão - prática, segundo ele, inédita na história da República. Ele acusou ainda o PT de usar doleiros para financiar o PTB e denunciou que seis ministros de Lula foram informados sobre a mesada paga por Delúbio Soares. Também neste dia o Brasil conheceu um personagem-chave no escândalo: o publicitário mineiro Marcos Valério, que "emprestou" R$ 55 milhões ao PT para financiar o esquema do mensalão. Segundo o ex-deputado, o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, era o chefe desse esquema. "Dirceu, se você não sair rápido daí [do Planalto], fará de Lula réu", avisou Jefferson. Dirceu entendeu o recado e deixou o cargo dois dias depois. Vale lembrar que Lula já havia chamado Jefferson de "parceiro" e teria dito que daria um cheque em branco a ele. Então, nesse dia 14, o deputado resolveu descontar o tal cheque.
CPI INSTALADA - Apesar da operação-abafa promovida pelo governo, o Congresso conseguiu instalar a CPI dos Correios, um mês depois das denúncias que atingiram a gestão petista. Seis meses após o início das investigações, o relator Osmar Serraglio (PMDB-RS) apresenta relatório parcial comprovando a existência do mensalão.
HOMEM FORTE CAI - José Dirceu deixou a Casa Civil no dia 16 para, supostamente, se defender das acusações de Roberto Jefferson. Ele reassumiu seu mandato de deputado federal, mas acabou cassado em novembro por ter chefiado o esquema do mensalão. Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), Dirceu teria sido mais útil ao país se tivesse voltado para a Câmara na seqüência do escândalo Waldomiro Diniz, no início de 2004.
JEFFERSON DEPÕE DE NOVO - Após as denúncias sobre o esquema do mensalão, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) depõe durante seis horas na CPI dos Correios. É a primeira vez que o petebista se refere à agência do Banco Rural, no nono andar do Brasília Shopping, onde ocorria parte dos pagamentos do esquema de corrupção. Horas depois, a acusação foi confirmada em reportagem do Jornal Nacional. Até então, as denúncias de Jefferson haviam derrubado o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e três diretores de Furnas. A lista aumentaria mais tarde, derretendo o que um dia foi chamado de núcleo duro do governo petista.
APARECE EMPRÉSTIMO DO BMG - Reportagem da revista Veja no primeiro final de semana de julho mostra que a relação PT-Marcos Valério era mais estreita do que se imaginava. Documentos do Banco Central reproduzidos pelo semanário atestam que um "empréstimo" de R$ 2,4 milhões feito pelo partido junto ao BMG em 2003 foi avalizado pelo empresário Marcos Valério. O operador do mensalão chegou a quitar parcelas atrasadas em nome do PT. O empréstimo, se descobriu mais tarde, fazia parte de uma série de operações financeiras lastreadas por Valério e, em última instância, financiadas com recursos públicos. Até então as empresas do operador do mensalão tinham faturado R$ 150 milhões em contratos com estatais
AS PROVAS DO MENSALÃO - Cruzamento de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgado no dia 4 mostrou coincidências de data entre saques de Marcos Valério no Banco Rural e votações importantes para o governo Lula no Congresso. Saques feitos um dia antes e dois dias depois da aprovação da reforma tributária somaram R$ 1,2 milhão. Já na apreciação da MP do mínimo, saíram das contas de Valério um total de R$ 700 mil. Para dar status de ministro ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Valério teria desembolsado R$ 480 mil. Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a existência do mensalão...
VALÉRIO DISCUTIA CARGOS - Em nota divulgada dia 5, o então líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), confessa ter negociado a distribuição de cargos no governo Lula com o empresário Marcos Valério, acusado de ser o operador do mensalão. Ou seja, uma tarefa governamental foi assumida por um deputado e um empresário. Para o líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), ficou a impressão de que "uma quadrilha resolveu entre si distribuir cargos do Estado".
FITAS DO CASO CELSO DANIEL - Veiculado pela TV Bandeirantes, o Jornal da Noite divulga gravações que apontam para uma tentativa de abafar as investigações sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, ocorrido em janeiro de 2002. Aparecem nas conversas o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra - acusado pelo Ministério Público de ser o mandante do crime. As fitas reapareceriam meses depois em sessão da CPI dos Bingos, mostrando que o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), designado pelo PT para acompanhar o caso, teria orientado depoimentos de envolvidos.
A QUEDA DE DELÚBIO - Abatido pela descoberta do esquema do mensalão, o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, amigo do peito do presidente Lula, se afasta do cargo. O petista resistia a deixar o posto desde 14 de junho, quando Roberto Jefferson depôs no Conselho de Ética e o acusou de pagar o mensalão.
INSTALADA CPI DO MENSALÃO - Acordo entre a oposição e a base aliada do governo Lula garante a instalação da CPI mista do Mensalão. Com isso, os petistas desistiram de aprovar o pedido de abertura de uma comissão restrita à Câmara. Numa clara tentativa de desviar o foco das investigações, os parlamentares do partido do presidente Lula pediram a apuração também da suposta compra de votos na aprovação da emenda da reeleição em 1997, acusação que acabou sem provas. O que se confirmou foi a existência do mensalão, que o deputado Julio Redecker (RS) descobriu mais tarde tratar-se de uma "semanada".
R$ 20 MILHÕES DO BB PARA PT - Intrigado com curioso empréstimo de R$ 20 milhões do Banco do Brasil (BB) para o PT, o líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), entra no dia 6 com representação no Ministério Público para que o caso seja investigado. A operação ocorreu em 2003 e 2004. A dívida do PT atingia então R$ 28 milhões, somando o empréstimo do BB àqueles de que se tinha notícia, feitos junto aos bancos Rural e BMG. Como, ao final de 2004, o patrimônio líquido do partido era negativo em R$ 24 milhões, nem se vendesse todos os seus ativos o PT seria capaz de honrar os débitos.
VALÉRIO NA CPI DOS CORREIOS - O primeiro depoimento do operador do mensalão deu a tônica do que seriam todos os outros: contradições e esquivas. Ele se recusou a explicar o destino de R$ 20 milhões em espécie sacados no Banco Rural e deixou buracos em suas explicações sobre a forma de pagamento de seus fornecedores. O crescimento de 61 vezes do seu patrimônio após virar amigo de Delúbio estarreceu os deputados. O tucano Eduardo Paes (RJ) foi previdente ao dizer que "Valério é o PC do PT", ao fazer referência a Paulo César Farias, homem por trás da operação Uruguai e tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor. Viu-se revelado, mais tarde, que as operações de Valério também alcançaram o exterior, como mostra o pagamento do publicitário Duda Mendonça feito em conta nas Bahamas.
KARINA SOMAGGIO ENTREGA O CHEFE - Em seu depoimento à CPI dos Correios no dia 7, a ex-secretária de Marcos Valério afirmou que o operador do mensalão mantinha contatos freqüentes com a alta cúpula do PT. Segunda ela, motoboys faziam grandes saques em dinheiro, que eram entregues a Geisa dos Santos e Simone Vasconcelos, funcionárias da SMPB. As duas eram responsáveis, segundo Somaggio, por parte dos pagamentos do mensalão. Simone confirmou os pagamentos em depoimento à CPI.
LAND ROVER - O ex-secretário geral do PT, Silvio Pereira, admite ter ganho uma Land Rover de mais de R$ 70 mil da GDK, empresa acusada de ter superfaturado contratos de R$ 160 milhões com a Petrobras.
FILHO DE LULA BENEFICIADO - No dia 8, vêm à tona os negócios suspeitos entre a Telemar, uma das maiores beneficiárias de empréstimos do BNDES, e a Gamecorp, que tem um dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, como sócio. Em janeiro deste ano, a telefônica investiu R$ 5 milhões na empresa de "Lulinha". Metade do valor por meio de uma operação complexa, que para especialistas tinha um objetivo: evitar que a sociedade viesse a público. O negócio foi intermediado pela Trevisan Auditores, cujo sócio principal é Antoninho Marmo Trevisan, amigo de Lula. Para o presidente, que disse não ter nada a ver com os negócios do filho, não há também nada errado neste tipo de negócio.
ACUADO, GENOINO RENUNCIA - Sob uma saraivada de denúncias, o então presidente do PT, José Genoino (PT-SP), finalmente deixa o cargo no dia 9. O petista resistiu à descoberta do mensalão e às versões contraditórias sobre sua assinatura como avalista no empréstimo de R$ 2,4 milhões que o partido tomou junto ao BMG. Primeiro disse que não havia empréstimo. Após denúncia da imprensa comprovando a assinatura dele, afirmou que assinou o documento sem ler. Mas o bravo petista acabou abatido pelo escândalo da cueca. José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães, irmão de Genoino, foi preso no aeroporto de Congonhas com uma mala com R$ 200 mil e US$ 100 mil escondidos na cueca. Para o MP cearense, o dinheiro veio de propina.
OPOSIÇÃO VAI AO TSE - Dia 9, PSDB e PFL requerem ao Tribunal Superior Eleitoral a suspensão dos repasses do fundo partidário ao PT. A medida foi tomada após a confissão do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de que financiou as campanhas de 2004 de seu partido e de legendas da base aliada com caixa dois, em claro desrespeito à Lei Orgânica dos Partidos Políticos. Novo pedido é feito pelo senador Alvaro Dias (PR) no dia 20 de setembro. Dessa vez, por uso irregular do fundo partidário. Passagens aéreas e outras despesas de parentes de dirigentes do partido ou filiados à legenda, inclusive do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foram pagas com recursos públicos direcionados ao partido. O dinheiro foi usado até para a compra de pizzas.
CAI O PRIMEIRO MENSALEIRO - Acusado pelo deputado Roberto Jefferson de ser um dos beneficiários do esquema do mensalão, o presidente do PL, deputado Valdemar da Costa Neto (SP), renuncia ao mandato no dia 1º. Em seu discurso, o mensaleiro afirmou que o dinheiro recebido do valerioduto foi usado na campanha de 2002. Em acareação realizada pela CPI do Mensalão, Valdemar disse que os R$ 6,5 milhões que admitia ter recebido foram usados para bancar material de propaganda de Lula no segundo turno da campanha presidencial daquele ano. Além disso, Valdemar embolsou R$ 1,2 milhão em três cheques da agência de publicidade SMPB. Valério afirma ter pago ao ex-deputado R$ 10 milhões. Até hoje, nenhum dos dois explicou onde foi parar a diferença.
"NUNCA FUI ARROGANTE" - O então deputado José Dirceu (PT-SP) saiu-se com essa em seu depoimento no Conselho de Ética, na tentativa de defender-se das acusações de ser o mentor do mensalão. A risada geral no plenário prenunciava o futuro do hoje "humilde" deputado cassado.
CONSULTOR DO PRESIDENTE - Durante o depoimento, Dirceu ficou frente a frente com o inimigo declarado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que fez nova acusação. Dirceu teria promovido aproximação entre o presidente Lula e a Portugal Telecom para levantar recursos para o PTB e o PT. Era a primeira vez que Jefferson atacava Lula diretamente. Descobriu-se depois que representantes da empresa foram recebidos na Casa Civil e em audiência com o presidente. Em Portugal, o ex-ministro de Obras Públicas Antonio Mexia recebeu o empresário Marcos Valério "na condição de consultor do presidente Lula", a pedido do presidente da multinacional. Valério estava em companhia do tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri. As transações permanecem obscuras hoje.
PETISTA PEGO NO FLAGRA - O deputado Julio Redecker (RS) flagra o então vice-presidente da CPI do Mensalão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), entrando no carro de Marcos Valério. Após o encontro, Pimenta divulgou uma lista falsa e apócrifa com supostos beneficiários do valerioduto. Pimenta afirmou ter recebido a lista das mãos de Valério. A versão foi desmentida pelo advogado do empresário. Pimenta disse então que a lista teria origem em processo do TSE, mas o tribunal negou. Era mais uma das muitas operações do governo para dificultar as investigações sobre o esquema do mensalão. Menos de 48 horas depois de ter protagonizado uma das cenas mais suspeitas da atual crise política, Pimenta renuncia ao cargo na comissão.
OKAMOTO PAGA DÍVIDA DE LULA - O presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, ex-tesoureiro da campanha de Lula em 1989, anuncia que pagou com recursos próprios uma dívida de R$ 29.436,26 do petista com o partido. O empréstimo contraído em 2001 foi pago em três parcelas. Mais do que o desvio de finalidade, já que o valor era proveniente do fundo partidário, o que complicou a situação foram as versões contraditórias dos envolvidos. Lula disse que não reconhecia a dívida com o PT que, segundo ele, tinha mesmo é que pagar suas viagens. Já a Executiva Nacional do partido confirmou o pagamento da dívida, o que foi comprovado por extratos da conta do partido no Banco do Brasil. O problema é que os mesmos extratos indicavam o próprio Lula como a origem dos depósitos. A origem do pagamento até hoje não ficou clara. Suspeita-se que a versão tenha sido montada para ocultar a verdadeira origem dos recursos usados para saldar a dívida: o valerioduto.
CONEXÃO BAHAMAS - Em depoimento à CPI dos Correios, o publicitário Duda Mendonça, marqueteiro da campanha de Lula em 2002, afirma ter recebido R$ 10 milhões do caixa dois petista por meio de uma conta nas Bahamas, um paraíso fiscal. Já o empresário Marcos Valério afirmou ter repassado cerca de R$ 15 milhões ao publicitário. Os recursos depositados na conta Dusseldorf, aberta por Duda, vieram de bancos distintos e de diferentes países num claro indício de lavagem de dinheiro. O deputado Gustavo Fruet (PR) chegou a se preparar para ir aos Estados Unidos negociar o acesso a documentos da Procuradoria de Nova Iorque sobre a conta de Duda. Mas o governo Lula atuou para atrasar as investigações. Suspeita-se, por exemplo, que os petistas tenham desencorajado a liberação dos dados para a CPI. Já o Ministério da Justiça recebeu oito caixas com documentos que chegaram ao país no início de novembro. Um claro indício de que houve uma operação-abafa é o fato de as informações não terem sido repassadas até hoje à comissão.
REPÚBLICA DE RIBEIRÃO PRETO - O advogado Rogério Buratti, assessor do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, quando o petista era prefeito de Ribeirão Preto, depõe no Ministério Público dia 18. Em troca da delação premiada, entrega o esquema de propina montado na prefeitura para abastecer o caixa dois petista. Segundo o advogado, Palocci recebia R$ 50 mil mensais de empresas de coleta de lixo da região. De lá para cá, o ministro deu coletiva, compareceu três vezes ao Congresso, mas ainda não explicou em profundidade o vasto esquema de corrupção montado pela chamada "República de Ribeirão Preto", como ficou conhecida a turma de amigos e ex-assessores do ministro na prefeitura da cidade paulista. Palocci conseguiu evitar sua ida à CPI dos Bingos, mas deve ser obrigado a comparecer no máximo até fevereiro.
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RECORDANDO 2005 (Parte 1)

Uma amiga do orkut postou este texto na comunidade das Eleiçoes 2006. Nao poderia deixar de copiá-lo, é um dever cívico!
" LULA CONTRA O ESTUDO - Durante o lançamento do programa "Universidade para Todos", o presidente Lula declarou que o estudo pode ser prejudicial ao homem público. Isso porque, segundo a lógica do petista, quem tem pós-graduação e doutorado é menos sensível à realidade e às fragilidades do país. Lula, que não concluiu o ensino fundamental, voltou a falar mal de quem estuda em discurso em novembro, no qual afirmou não ser preciso ir "à Sorbonne para fazer coisas boas para o país". Ao longo do ano, o petista foi criticado diversas vezes por se gabar de não ter estudado.
FÉRIAS NO ALVORADA - O país descobre que amigos do filho mais novo do presidente Lula ficaram 15 dias em Brasília hospedados no Alvorada, com direito a passeio em lancha da Marinha, vôo em avião da FAB e churrasco no torto - tudo financiado com recursos públicos. Encantada com a mordomia, a turma divulgou várias fotos da farra na internet, por meio de fotologs que foram tirados do ar assim que a imprensa noticiou o caso.
CENSURA AO IBGE - Ministério do Planejamento impôs a censura ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao proibir a divulgação de dados e pesquisas estatísticas sem passar pelo crivo da pasta 48 horas antes de serem divulgadas à imprensa. Isso porque em janeiro o instituto desmentiu, por meio de dados, teses que o governo Lula considerava irrefutáveis. Em dezembro de 2004, por exemplo, a Pesquisa de Orçamento Familiar, realizada pelo IBGE, constrangeu o Planalto ao revelar que a fome não é uma questão tão grave a ponto de justificar o "Fome Zero", uma prioridade de campanha de Lula que se revelou um embuste. Já a obesidade, que atinge cerca de 40% da população brasileira, devia ser mais bem-tratada pela gestão petista, informou o estudo.
MAL NA FITA - A organização não-governamental Human Rights Watch divulgou relatório no qual acusou o governo Lula de desrespeitar a liberdade de expressão. A ONG citou como exemplos os projetos de criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual e do Conselho Federal de Jornalismo, além da tentativa de expulsão do jornalista Larry Rohter do Brasil. Trabalho escravo, tráfico humano, violência rural e conflito de terras também foram citados no documento.
CALOTE DE MARTA - A Prefeitura de São Paulo divulgou no dia 18 o tamanho do rombo deixado pela ex-prefeita Marta Suplicy nas contas do município. Na última semana de mandato, a petista revogou cerca de 8 mil empenhos, com valor total de cerca de R$ 594 milhões. Como a maioria dos serviços havia sido efetivamente realizada, o que Marta fez foi jogar a bomba para José Serra. Menos de doze meses depois da posse, o tucano era avaliado pela população paulistana como o melhor prefeito no primeiro ano de mandato em 20 anos. Um dos motivos foi exatamente ter conseguido encontrar uma saída para a bomba petista, pagando gradualmente a dívida.
DEBANDADA - Durante o 5º Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre, o PT sofreu a primeira de uma série desfiliações em massa depois do início do governo Lula. Cerca de 110 militantes, em grande parte sindicalistas e economistas historicamente ligados ao partido, romperam com a legenda. O economista Plínio de Arruda Sampaio e o dirigente sindical Jorge Martins foram alguns dos nomes que abandonaram o barco petista antes do naufrágio que ocorreria meses mais tarde.
ELEIÇÃO DE SEVERINO - No dia 15, o PT conseguiu um feito inédito: pela primeira vez o partido com a maior bancada na Câmara dos Deputados não elegeu o comandante da Casa e nenhum representante na Mesa Diretora. Beneficiado pelo esfacelamento da bancada petista entre as candidaturas de Luiz Eduardo Greenhalgh e Virgílio Guimarães, Severino Cavalcanti (PP-PE) chegou ao posto de presidente com o apoio de 300 deputados. A consagração do "rei do baixo clero" foi possível, ainda, graças ao descontentamento da maioria dos parlamentares com os dois primeiros anos do governo Lula. Durante sua curta gestão, Severino comandou a Casa com decisões polêmicas e barganha constante com o Executivo. Mas, em setembro, o pepista sucumbiu ao arrastão de de núncias que varreu o país em 2005 e renunciou ao mandato de deputado federal, depois de a imprensa revelar que ele cobrava mensalinho do concessionário de um dos restaurantes da Câmara.
CAMPO SEM LEI - A missionária Dorothy Stang foi assassinada em Anapu, Pará, como resultado direto da incompetência do governo Lula no combate à violência no campo. Em vez investir em ações eficazes para assentar trabalhadores rurais, o governo do PT transferiu milhões para cooperativas envolvidas com o MST. Em novembro, a CPI da Terra, presidida pelo senador Alvaro Dias (PR), revelou que as transferências para as cooperativas eram desviadas para organizar as invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Ainda em 2004, a CPI ouviu a freira e alertou o Ministério da Justiça para o risco de morte que ela corria.
PELO BEM DO PAÍS? - No dia 24, em Jaguaré (ES), Lula deu mais uma declaração desastrada. Segundo o petista, um "alto companheiro" lhe revelou no início do mandato supostos casos de corrupção no governo FHC. Mas, em vez de mandar apurar as denúncias, o petista mandou seu subordinado se calar, "para o bem do país". No entanto, a desculpa esfarrapada não colou e acabou derrubando o então presidente do BNDES, Carlos Lessa, o tal "alto companheiro". O PSDB interpelou Lula no Superior Tribunal Federal para cobrar esclarecimentos sobre o acobertamento. Se Lula realmente soubesse de irregularidades, teria cometido crime de prevaricação ao não denunciá-las ou mandar investigá-las. O líder tucano na Câmara, Alberto Goldman (SP), ainda entrou com representação contra o presidente na Mesa da Casa por crime de responsabilidade. Ao mesmo tempo, o líder no Senado, Arthur Virgílio (AM), apresentou Voto de Censura contra o presidente. Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em nota, pediu uma retratação de Lula e se disse "chocado" com as acusações.
SAÚDE NO RALO - Uma das maiores conquistas da saúde brasileira sob a gestão do ministro José Serra, o programa de combate e tratamento à aids deixou de ser prioridade na gestão do PT. Em fevereiro, o governo atrasou o envio do coquetel de tratamento à doença em Minas Gerais e em São Paulo, onde mais de 30 mil pacientes foram prejudicados, apesar dos alertas feitos por técnicos do ministério. Durante os oito anos do governo tucano, as mortes causadas pelo HIV diminuíram 80%.
REFORMA INCOMPLETA - Anunciada por vários meses com panacéia para a crise que já se desenhava no final de 2004, a prometida e esperada reforma ministerial não saiu. Ou melhor, saiu pela metade: foram trocados apenas dois ministros, sendo que um era interino. Entraram Romero Jucá (PMDB-RR) na Previdência e Paulo Bernardo (PT-PR) no Planejamento. Jucá, aliás, durou pouco no cargo. Saiu em julho atropelado por denúncias. A troca mais esperada, a de Humberto Costa na pasta da Saúde, ocorreu somente um ano depois do escândalo da máfia dos vampiros.
UM JUBILEU MARCADO PELA VERGONHA - A comemoração do jubileu de prata do PT pareceu prenúncio do vexame que a legenda ia passar em 2005. Marcada inicialmente para Belo Horizonte no dia 13, a comemoração foi transferida para o dia 19, em Recife, para evitar constrangimentos com o grupo do deputado Virgílio Guimarães (MG), que lançou candidatura independente da bancada à Presidência da Câmara. Um dia depois da "festa", as correntes de esquerda do partido se reuniram em São Paulo para uma antifesta ao jubileu. Cerca de 800 petistas insatisfeitos estiveram presentes. No evento, um grupo de 13 parlamentares petistas anunciou posição contrária às reformas trabalhista e sindical do companheiro Lula. No meio da crise, em outubro, quase todos esses dissidentes deixaram o PT em busca do esquerdista PSol.
À LA STÁLIN - Em mais uma amostra do viés autoritário que marca seu governo, o presidente Lula realizou, em março, uma intervenção federal nos hospitais do Rio de Janeiro. Já de olho nas eleições de 2006, o presidente e seus companheiros buscaram minar uma possível candidatura do prefeito carioca César Maia (PFL) à Presidência e ainda feriram a autonomia da capital do Rio de Janeiro. A intervenção não produziu efeitos e, em dezembro, o sistema de saúde da cidade atingiu novo colapso, com emergências fechadas e hospitais em estado precário.
MARTA E O RELUZ - O líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), ingressa com ação no Ministério Público de São Paulo contra a ex-prefeita da capital paulista Marta Suplicy por improbidade administrativa. Em 2004, a petista aumentou o valor do contrato do Programa Luz para Todos (Reluz) sem consultar o Senado, o Ministério da Fazenda e a Câmara Municipal. Em dezembro, a Comissão de Assuntos Econômicos pediu ao MP que investigue Marta por improbidade administrativa.
QUASE NADA - Dois dias depois de defender salários justos para os servidores públicos, a fim de não perder quadros para a iniciativa privada, o presidente Lula concedeu um pífio reajuste linear de 0,1% para o funcionalismo. O percentual de aumento para 1,3 milhão de funcionários públicos só foi maior que o concedido no primeiro ano do governo Lula: 0,01%.
DESCUIDO - Em março, dois meses depois das denúncias sobre as primeiras mortes de crianças indígenas por desnutrição no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, a Câmara criou uma comissão externa para investigar o caso. Só naquele mês, seis crianças morreram de fome - foram 28 até junho. As mortes foram causadas por desvio de alimentos enviados aos indígenas e pelo despreparo da Funasa, responsável pelos programas de atendimento à saúde das comunidades. A deputada Thelma de Oliveira (MT), integrante da comisão, classificou a política indigenista de Lula de "desumana".
CORTES NO ORÇAMENTO - Segundo dados do IBGE, a carga tributária brasileira aumentou de 35,2% em 2003 para 36,6% do PIB em 2004. No entanto, o governo não elevou os recursos para programas sociais. Pelo contrário, continuou o corte no orçamento. Em abril de 2005, o Executivo contigenciou R$ 242,9 milhões destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Mas, por outro lado, aumentou os gastos públicos. No caso da publicidade, o crescimento foi de R$ 250 milhões. Com auxílio-moradia, o governo desembolsou R$ 7,3 milhões entre janeiro e março de 2005. Para se ter uma idéia, em todo o ano de 2002, último ano da gestão FH, os gastos com essa rubrica foram de R$ 11,7 milhões. Ao final de 2005, o governo Lula terá sugado da sociedade incríveis quase R$ 330 bilhões em tributos, um recorde histórico e vergonhoso.
FRACASSO DO BANCO POPULAR - Ivan Guimarães deixa a presidência do Banco Popular, que começou a operar em 2004. Naquele ano, o banco gastou R$ 29,7 milhões com propaganda e apenas R$ 21,3 milhões em créditos. Além disso, a instituição financeira contratou, sem licitação, consultoria da empresa do concunhado de Delúbio Soares.
5 ANOS DA LRF - O PSDB promoveu um grande encontro no dia 4, em Brasília, para comemorar os cinco anos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Um dos principais legados do governo FH, essa legislação visa estabilizar a dívida pública e disciplinar a boa gestão das finanças governamentais, segundo o modelo tucano de administração. Em pronunciamento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou que o principal problema da gestão petista é andar na contramão do que estabelece a LRF. "Os gastos com nomeações e contratações são incessantes na gestão Lula", criticou o tucano.
VEXAMES DO PLANALTO - Em maio, o Planalto sofreu mais derrotas no Congresso, como já havia ocorrido com frequência em 2003 e 2004. No dia 5, o secretário de Justiça do governo de São Paulo, Alexandre de Moraes, indicado pelo PSDB e PFL, venceu a eleição para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele derrotou o candidato oficial, Sérgio Renault, contabilizando a quinta derrota do ano. A coleção de vexames do Executivo em 2005 incluiu, por exemplo, a perda da presidência da Câmara, o recuo na MP 232 - que aumentava os tributos para o setor de serviços, o veto do Senado à indicação do governo para a diretoria da Agência Nacional do Petróleo e a aprovação de projeto que amplia o número de beneficiários da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas). No dia 17, o governo enfrentou a sexta derrota. Por 203 votos a 137, o candidato indicado pelo PT ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União, deputado José Pimentel (PT-CE), perdeu a vaga para o deputado Augusto Nardes (PP-RS). O pepista venceu o pleito com o apoio do PSDB.
ESCÂNDALO NOS CORREIOS - A revista Veja publicou denúncia de caso de corrupção ocorrido na Empresa Brasileira de Telégrafos (ECT). Fita mostra o funcionário Maurício Marinho recebendo R$ 3 mil. De acordo com a reportagem, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (RJ), na época presidente do PTB, comandava o esquema de cobrança de propina para favorecer empresários em licitações no órgão. No dia 17, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pediu a instalação de uma CPI para investigar as estatais. O tucano adiantou que o caso nos Correios não deveria ser o único. "Essa é apenas uma ponta do iceberg de um esquema de desvio de dinheiro público no governo Lula". A frase soou como profecia: pouco depois o Congresso iniciou as investigações que revelaram ao país um dos maiores esquemas de corrupção da história brasileira - o mensalão.
OPERAÇÃO-ABAFA - O governo Lula patrocina operação-abafa para evitar a instalação de CPIs no Congresso que visam investigar as denúncias da revista Veja. Primeiro, o Planalto convocou a base aliada para retirar assinaturas do requerimento que pedia a instalação da comissão. O presidente Lula teria decidido não pagar as emendas de parlamentares que jogassem contra o governo. Mas as manobras não deram muito resultado, já que mais de 230 parlamentares tinham assinado o documento. Então, o PT ameaçou investigar as privatizações na gestão FHC. Como a manobra não conseguiu intimidar o PSDB e a CPI dos Correios foi instalada, o governo ocupou tanto a presidência quanto a relatoria da CPI, em uma última tentativa de abafar as investigações. Pressionados pela opinião pública e pela oposição, tanto o senador Delcídio Amaral (PT-MS) quando o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) procuraram agir com independência na maior parte do tempo."
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quinta-feira, junho 01, 2006

"De qualquer modo é engraçado ver o partido que sempre se disse moralmente melhor do que todos os outros gritando que os outros são tão ruins quanto ele."
Tá, tá certo que esse post do Alexandre Soares Silva tem já alguns meses, mas nao deixa de ser Muito bom. Essa frase entao...
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Para Ler e Pensar 59

Che at the Marches

Humberto Fontova comenta Che Guevara.

O samba do crioulo doido

Roberto Fendt fala dos surpreendentes equívocos da palestra de Guy Sorman no seminário Democracia, Liberdade e o Império das Leis.

Democracia

Ali Kamel fala sobre o valor mais profundo da democracia.
 
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